Todo estudante que entra numa faculdade imagina o que pode encontrar pela frente. Quatro ou cinco anos de muito estudo e dedicação para no final do curso receber o merecido diploma. Mas a jornada do recém formado no mercado de trabalho nem sempre começa por um caminho de flores.Os estudantes de jornalismo que se formarão no final de 2009 começarão suas carreiras de forma não muito animadora. É que no dia 17 de junho deste ano, os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STF) decidiram por oito votos a um que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para o exercício da profissão.
Quando começamos a busca por emprego percebemos o quanto é pequena a capacidade do mercado para absorver os formandos dos cursos de comunicação em todo o Estado. Para o jornalista, um fator que piora essa situação é a queda do diploma que – principalmente nas cidades interioranas – incentiva a concorrência do profissional recém formado com pessoas sem formação acadêmica.
No Recife, os grandes grupos de comunicação, através de seus veículos – revistas, jornais, emissoras de rádio e TV –, apesar de já terem garantido a exigência do diploma, trataram de dificultar ainda mais seus processos seletivos. Nada mais compreensível, afinal, com tanta gente se formando todos os anos, há o aumento da preocupação do empresário em relação à qualidade do profissional que ele pretende contratar. O fato é que trabalhar na redação de um jornal ou numa emissora de televisão está ficando cada vez mais difícil. Isso obriga o jovem profissional a buscar por alternativas.
Adaptando velhas iniciativas – Pouco tempo atrás, os jornais de bairro e as publicações de classes profissionais eram uma excelente alternativa para os estudantes e profissionais que ainda não haviam se inserido no mercado através das grandes redações. Depois, a principal alternativa que muitos encontraram para ingressar no mercado de trabalho, ainda durante o curso, foram as assessorias de imprensa e as empresas de clipagem.
Nos anos 60, os jornalistas que lançaram a revista Realidade se uniram formando uma cooperativa. Essa iniciativa rendeu frutos importantes como a revista O Bondinho, inicialmente para o Grupo Pão de Açúcar e depois como publicação independente; além do JornaLivro, jornal desenvolvido a partir de textos de livros, mas que tinha a ver com a realidade brasileira; e do Bom Dia São Paulo, para a TV Globo, com uma nova forma de fazer telejornal.
Atualmente com a proliferação da Internet, talvez uma cooperativa nos moldes mais tradicionais não funcionasse tão bem. Os bons exemplos que tenho visto com espírito empreendedor vêm de jovens que preferiram fugir do jornalismo tradicional e começaram a trabalhar na web.
Um pouco longe da idéia básica de cooperativa, mas bem próximos da idéia de sociedade empresarial, os jovens tem investido muito esforço para produzir conteúdos voltados para a Internet. O aumento do número de páginas segmentadas cresceu bastante nos últimos anos. Muitas dessas páginas tiveram origem em projetos de conclusão de curso como é o caso do Jazz PE.com, blog voltado à divulgação da cena jazzística pernambucana. Esse projeto foi aprovado com nota máxima pela Faculdade Maurício de Nassau, no Recife.
Colhendo os frutos, a hora da recompensa – tanto esforço e criatividade para investir numa área – a Internet –, ainda mal trabalhada pelas grandes empresas de comunicação, tem rendido bons frutos aos jovens que resolveram se arriscar. O primeiro reconhecimento vem no campo acadêmico, com as boas notas. O segundo, pode vir do campo profissional, uma vez que é crescente a preocupação das empresas em contratar profissionais qualificados para atuar nas chamadas novas mídias.
Reúna seus amigos e juntos busquem por boas idéias. Embora pareçam ser bem trabalhados, os espaços e recursos que a Internet dispõe vêm sendo mal aproveitados pelas empresas. Nos últimos anos, tem-se proliferado a subutilização dos serviços oferecidos na rede. A Internet é um celeiro de oportunidades para o empreendedor. Aproveitem as oportunidades e se insiram no mercado.






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